Minha experiência com o Workaway terceira parte


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Esse é o meu terceiro texto sobre o site Workaway, a cada mês eu faço um relato de como tem sido a minha experiência de conseguir trocar trabalho por hospedagem e assim baratear os custos da minha viagem de um ano pelo mundo.

Se você ainda não leu os meus dois textos anteriores leia-os antes de continuar. Vai fazer mais sentido.

Minha experiência com o Workaway até agora

Minha experiência com o Workaway segundo episódio

A minha primeira parada longa (1 mês) aconteceu em Montevidéu e foi utilizando o site Workaway que eu consegui um hostel que me aceitou como voluntária para trabalhar em troca de uma cama para dormir e café da manhã.

Como eu relatei no primeiro texto a espera por uma resposta foi longa, somente 20 dias antes de chegar em Montevidéu e já na estrada, que recebi o meu primeiro contato confirmando a colocação de trabalho no hostel e ainda foi seguido de algumas conversas por facebook e whatsapp até a confirmação final a 5 dias antes da minha chegada.

Nesse momento eu não estou mais em Montevidéu, já segui viagem e estou em Buenos Aires, meu destino seguinte. Escolhi terminar a minha experiência de trabalho para depois escrever esse texto contando em detalhes como tudo transcorreu.

Como havia escrito nos textos anteriores a procura por um hostel no Uruguai não foi fácil e no final eu tive somente uma resposta positiva, ou seja, não tive opção de escolha. A principio me foi oferecido a posição de recepcionista no período da madrugada (0:00 - 8:00) e dois dias antes da minha chegada fui avisada que trabalharia no bar do hostel 4 horas por noite, 6 dias por semana. Eu achei uma troca vantajosa e aceitei o novo cargo.

Cheguei em Montevidéu dia 27 de janeiro e na mesma noite já iniciei o trabalho junto com outro brasileiro que eu iria substituir no bar. O bar é no telhado do hostel, um lugar super agradável e lá servíamos cervejas, Coca-Cola, água e as vezes alguém trazia cachaça, limão e açúcar e eu consegui fazer caipirinhas. Mas o trabalho era basicamente abrir o bar às 21:00, arrumá-lo com as luzes e almofadas, ligar o som, limpar os cinzeiros, servir e conversar com os hospedes, fechar o bar a 1:00 da manhã e se necessário mandar todos descerem no final da noite para não incomodarem os vizinhos.

Eu tive muita sorte com o hostel onde eu fiquei hospedada e trabalhei. Ele é um dos melhores em Montevidéu com nota 9 no booking. Está localizado em Pocitos que é um dos melhores bairros da cidade e perto da praia de Pocitos. Próximo ao hostel tem um shopping com mercado e vários restaurantes em volta, nem precisava ir muito longe para conseguir comer, fazer compras ou pegar um cineminha. A galera que trabalhava no hostel me recebeu muito bem e todo o mês que eu passei lá foi incrível e extremamente divertido. Me deu muita dor no coração de ter que ir embora. Sinto muitas saudades e vou guardar esse tempo que eu trabalhei lá como uma das melhores fases da minha viagem.

Analúcia Batista adicionou foto de América,Ásia,África,Europa,Oceania Foto 1

Houve somente um pequeno detalhe que aconteceu comigo e pode acontecer com qualquer pessoa em qualquer situação de trabalho em qualquer lugar do mundo. A questão foi a seguinte: uma vez que foi acertado os dias e horas de trabalho, tecnicamente, todo o resto do tempo é livre. Era para ser, mas não é bem assim que funciona. Uma vez que você está no hostel você pode ser convocado a "ajudar" em alguma outra coisa, que pode ser desde ir ao mercado comprar algo ou ficar na recepção por alguns minutos. Se fosse só isso, tudo bem, afinal é realmente uma força que você está dando, mas ai a pessoa que faz a limpeza falta e você é convocado para fazer 10 ou 15 camas, o que toma uma ou muitas horas do seu dia que não é descontado do seu horário de trabalho, ou seja, dupla jornada. E isso começa a acontecer dia sim, dia não. Pois é, foi isso o que aconteceu comigo. Apesar de trabalhar a noite e ir dormir por volta das 2:00 da manhã eu sempre acordava cedo para estudar ou fazer alguma atividade física. Logo cedo eu era chamada para ajudar a fazer os serviços de limpeza ou arrumação do hostel. Detalhe, essa ajuda era somente pedida para mim, nenhum dos meninos que trabalhavam no hostel eram convocados para fazer isso.

E foi uma semana inteira assim. Dia sim, dia não a faxineira não vinha trabalhar e eu era chamada a ajudar, sendo que isso me tirava todo o tempo livre que eu tinha pela manhã. E ainda houve um dia que eu cheguei a fazer 10 camas pela manhã e quando voltei  da aula de espanhol no fim do dia fui avisada que teria que fazer mais três camas antes de abrir o bar. Ai eu não aguentei e me recusei a trabalhar desta forma. Chamei o dono do hostel pelo whatsapp e pedi para conversarmos. Ele foi ao hostel dois dias depois e conseguimos conversar calmamente. Deste dia em diante ficou acertado que quando houvesse a necessidade de arrumar camas ou trabalhar na limpeza do hostel eu não trabalharia no bar.

Mesmo tendo acontecido esse episódio eu não me arrependo de nada e se tivesse que voltar a morar em Montevidéu eu com certeza buscaria trabalho nesse hostel novamente.

Agora a minha próxima aventura com trabalho será no Chile. Já estou a procura e entrando em contato com hostel de lá. Próximo mês eu conto como foi essa outra experiência.

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