Minha experiência com o Workaway até agora


  América, América do Sul, Europa, Ásia, Oceania, África  6876 visualizações

Sempre que eu lia um relato sobre o site que troca trabalho por hospedagem eu tinha a impressão que o Workaway era a solução dos problemas de quem quer viajar o mundo sem gastar muito. Todas as histórias que transcorrem sobre o site são de sucesso absoluto e aparentemente 10 entre 10 pessoas aprovam o uso dele.

O Workaway é um dos sites que conectam pessoas que querem trocar suas habilidades, experiências ou conhecimento por hospedagem. O mais comum é encontrar hostels que aceitam o seu trabalho voluntário em troca de hospedagem e uma refeição por dia. Em média você trabalhará no hostel de 4 a 5 horas por dia e 5 dias por semana, tendo o resto do tempo livre para conhecer a cidade e turistar por ai. Existem outras formas de troca de trabalho por hospedagem além dos hostels, como em fazendas, sítios, ou mesmo em casas onde as pessoas precisem de ajuda com crianças, animais ou cuidado com pessoas mais velhas ou também ajuda com a reforma ou construção da casa. Normalmente o que os hosts pedem é que o trabalho se estenda por algumas semanas, então se você pretende passar somente alguns dias no local, talvez encontre mais dificuldade em achar um host que aceite a sua ajuda.

A um mês eu fiz o cadastro no site para procurar por um trabalho voluntário em um hostel em Montevidéu, onde eu quero passar um mês, conhecendo a cidade e estudando espanhol. Como a cidade é cara eu quero compensar o valor que despenderei com os estudos trabalhando em troca de hospedagem e quem sabe um café da manhã.

Para se ter uma ideia do que existe disponível na cidade onde você quer ir, basta entrar no site e pesquisar. No resultado você encontrará todos os hosts que estão disponíveis no site dentro da região que você procura. Essa parte é gratuita e qualquer pessoa tem acesso.

Abaixo um print da tela com o resultado para a cidade de Buenos Aires na Argentina:

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Nesse resultado eu coloquei um hostel e uma casa de tango para você ver que não serão só hostels que você irá encontrar no Workaway. Existem outras opções que são muito interessantes e bem locais.

Ainda sem precisar pagar para utilizar o sistema é possível clicar em cada um dos resultados da pesquisa e ver mais informações sobre o host, como uma descrição mais detalhada do lugar e principalmente o tipo de ajuda que o host está procurando. É desta forma que você irá achar um host que precise exatamente do que você tem a oferecer.

Analúcia Batista adicionou foto de América,América do Sul,Europa,Ásia,Oceania,África Foto 2

Uma vez que você encontrou o que procurava e quer entrar em contato com o host ou utilizar outras ferramentas do sistema é necessário pagar o valor de US$ 29.00 por ano.

O valor é bem tranquilo para aquilo que o site se propõe que é o de economizar com estádias ao longo da viagem. Mas preste atenção que o valor é anual, por isso se você pretende fazer uma viagem de um ano não se cadastre com muita antecedência, porque se o fizer vai ficar sem a ajuda do sistema nos meses finais da sua viagem.

A principio foi isso que eu aprendi logo de cara. É necessário segurar a ansiedade de querer entrar em contato logo com o host e garantir a sua estadia em algum lugar no mundo. O primeiro motivo eu já falei, o segundo eu vou contar agora.

Eu fiz o meu cadastro no workaway logo no início de novembro de 2016. Fiz uma pesquisa para hosts no Uruguai e coloquei na minha lista 4 hostels que eu encontrei e achei que eram mais a minha cara. Eu me apaixonei por um hostel que fica em uma casa muito antiga com mais de 150 anos em Montevidéu onde o dono do hostel, além de ter reformado toda a casa, também reforma móveis antigos e tem um bar para receber os hospedes e pessoas de fora. Dos 4 que eu havia colocado na minha lista de preferidos esse foi o único que eu mandei uma mensagem oferecendo o meu trabalho como voluntária. Estava toda trabalhada na expectativa de logo receber uma resposta positiva, mas aguardei uma semana e não recebi nem sequer um "muito obrigada por ter entrado em contato".

Muito decepcionada com a não resposta, entrei novamente no sistema e enviei mensagens aos outros 3 hostels que eu já havia pré-selecionado. Aguardei mais uma semana e nada de resposta de nenhum dos 4 hostels. Nessa altura eu já havia percebido que não era tão fácil como eu havia imaginado. Fiz uma nova pesquisa no sistema por hosts no Uruguai e desta vez selecionei todos os hosts que existiam em Montevidéu, que não eram muitos. No total eu tinha mais 8 hosts. Enviei mensagens oferecendo o meu trabalho e advinha o que aconteceu? Sim, exatamente isso. Nenhuma resposta.

Nessa altura do campeonato eu já tinha ido 3 vezes a terapia tratar do meu complexo de rejeição. Achei que alguma coisa estava errada. Olhei o meu cadastro no sistema e comparei as informações com a de outros voluntários e achei que o meu perfil estava muito bem escrito e detalhado. Tinha colocado muitas fotos como o site pede e trabalhei muito bem na minha descrição e no que eu sei e posso contribuir. Enfim, o perfil funciona como um currículo e você precisa vender o seu peixe e eu achei que o meu peixe estava bonito na foto.

A minha segunda atitude foi a de entrar em contato com o helpdesk do site e relatar a minha decepção com a falta de resposta dos hosts. Achei que poderia haver algum problema com o meu login e que os hosts não estavam recebendo as minhas mensagens. A resposta que eu recebi foi um texto padrão que eles copiam e colam no e-mail, se nem sequer lerem a sua mensagem. Na resposta eles atribuem a falta de contato dos hosts ao fato de que eu não devo ter criado um perfil atraente. E ponto.

Entrei novamente no sistema e comecei a olhar atentamente a todos os detalhes e percebi algo que é bem importante para quem está procurando por um trabalho voluntário. Cada host tem uma avaliação. É um quadro que fica logo no início da página de cada host e mostra o quanto ele é ativo no sistema e principalmente o quanto rápido ele responde as mensagens.

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Alguns hosts demoram tanto para responder a uma mensagem que para eles nem sequer aparece a informação de Average reply time. Ou seja, existe muito "lixo" no sistema. Muitos hosts que estão cadastrados não utilizam o site com frequência ou não dão importância para aqueles que estão procurando por um trabalho. Por isso é bom ficar de olho nessas informações para não perder o seu tempo ou não criar expectativas.

Observando essas informações eu encontrei um host que tinha um alto rating e que respondia as mensagens dentro de um prazo bem curto. Esse host não tinha nenhuma vaga para o período  que eu estaria na cidade, mas mesmo assim eu mandei uma mensagem e pedi para que me respondessem mesmo que a resposta fosse negativa. Dentro de 24 horas o host me enviou uma mensagem bem educada dizendo que se houvesse alguma desistência eles entrariam em contato comigo. Desta forma eu consegui ter certeza que pelo menos as minhas mensagens estavam chegando aos hosts e que o sistema estava funcionando.

Outra estratégia foi procurar por hosts que são novos no sistema e mandar mensagens para eles. Também funcionou e logo eu recebi uma resposta. 

Eu fiz o meu cadastro em novembro e estava pleiteando uma vaga para o mês de fevereiro. O que o host me respondeu é que ainda era muito cedo e que eles não haviam feito um planejamento para o ano de 2017. Tudo dependerá do número de reservas que eles terão para os meses seguintes.

Ou seja, não vale a pena se cadastrar com muita antecedência para garantir um lugar. A experiência que eu tive até o momento mostra que os hosts esperam datas mais próximas para entrarem em contato e estabelecerem um acordo de trabalho com os voluntários.

Outro detalhe importante é que os hosts também podem procurar por voluntários no sistema e entrar em contato oferecendo uma vaga. Por isso coloque todos os países para onde você pretende ir e boas surpresas podem aparecer. Eu já recebi um contato de um hostel em uma praia no Ecuador.

Aqui tem a segunda parte da minha saga com o Workaway que eu escrevi 30 dias depois do texto acima. É um relato bem mais curto por só ser um update. 

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Se você curtiu esse texto, ficaria extremamente feliz se pudesse dar um nele aí embaixo ou compartilhar com seus amigos!

COMENTÁRIOS:

Marcos Arata

Marcos Arata comentou 3 anos atrás

Que relato bacana!! Muito bom!

Rosana Oliveira

Rosana Oliveira comentou 3 anos atrás

Muito bom o seu relato, sempre bom ter mais informações...

Marina Vitorino

Marina Vitorino comentou 2 anos atrás

Por mais relatos assim, os que ninguém conta... Amei <3

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