Viagem ao sul da Espanha de carro em 9 dias


  Lisboa, Mérida, Málaga, Córdoba, Granada, Ronda, Sevilha, Lisboa, Sintra  5308 visualizações

Essa viagem fizemos há alguns anos atrás no mês de fevereiro; tínhamos poucos dias e, portanto, conhecemos quase que apenas os pontos turísticos mais importantes de cada cidade. Mas, também pude aproveitar as irresistíveis liquidações de inverno.

Dia 1 - Chegamos a LISBOA às 10h, pegamos o carro na Hertz do aeroporto e partimos. Passamos pela Ponte Vasco da Gama sobre o Rio Tejo; essa ponte é a quinta maior ponte do mundo e a maior da Europa. Pegamos a A12 (Auto-Estrada Setubal-Montijo), e depois a A6 (Auto-Estrada Marateca-Caia) no seu cruzamento até entrar na Espanha.

Ainda em Portugal, passamos por uma cidadezinha chamada ÉVORA, onde vimos o Aqueduto da Água da Prata, construída entre 1530 e 1537, e que foi até citado em Os Lusíadas, de Camões. E a caminho da Espanha, paramos na Quinta de S. José da Pêra Manca e degustamos vinho produzido pela casa.  

Às 15:30h chegamos a MÉRIDA onde ficamos no Parador de Mérida. Os paradores são geralmente castelos ou palacetes transformados em hotéis pelo governo, equivalentes às pousadas de Portugal; o de Merida era um convento do séc. XVIII.

Logo saímos para conhecer a cidade. Ruínas de edificações romanas são as maiores atrações de Mérida. O Templo de Diana foi construído pelo imperador Augusto entre os séc. I e II dC, e dele só restaram as colunas em granito e um painel frontal apoiado nas colunas.

 Aproveitamos o restinho do dia para caminhar pelas ruas estreitas e tortuosas de paralelepípedo, e degustar da famosa tapa de jamón. Na volta ao hotel, deparamos com jovens na faixa dos 15 anos fantasiados de pierrôs e palhaços na rua, pois era carnaval na Espanha.

Dia 2 – Com as malas prontas, tomamos um café reforçado e fomos ao Teatro e ao Anfiteatro Romano, que abriu às 9 h.

O Anfiteatro Romano foi inaugurado no séc. VIII e comportava 15.000 pessoas. Ainda hoje os seus vestígios estão bem preservados. Ao lado está o Teatro Romano. Desde 1933, ali é celebrado anualmente o Festival de Teatro Clássico de Mérida.

  Como ameaçava chover, voltamos para o hotel e às 10:30h já estávamos na estrada N-432 a caminho de CÓRDOBA, a 246 km dali. Chegamos às 12:30h. As avenidas são largas e prédios dispostos como que em peças de Lego, simetricamente, ora com seis, ora com oito andares. Ficamos hospedados no Parador de La Arruzafa, a 3 km da cidade e ao pé da Serra de Córdoba. Era um palácio de verão do califa que trouxe as primeiras palmeiras para a Europa, em 765 D.C. e significa “Jardim das Palmeiras”.

 À tarde, fomos à Mesquita de Cordoba. Os reis católicos Fernando e Izabel mantiveram a mesquita e construíram uma imensa catedral na parte da frente, com detalhes góticos e barrocos.

Dia 3 - Pela manhã, fomos ao Alcázar de los Reyes Cristianos, que moraram aí durante oito anos, e foi onde receberam Cristovão Colombo.

Partimos às 11 horas pela N-432, e em duas horas chegamos a GRANADA, e seguimos direto para Alhambra. É composta por palácios, cidadela e fortaleza. Enquanto aguardávamos o horário agendado para entrar no palácio, visitamos o Palácio de Carlos V e andamos pela cidadela. O interior do palácio é fantástico: quase totalmente decorado com delicadas figuras arabescas em relevo e lindos azulejos pintados a mão, desde o rodapé até o forro do teto. Atrás do palácio há um jardim lindo, o Generalife, um lugar de descanso e de jardinagem da realeza muçulmana.

Dia 4 – Demos uma passada rápida em SIERRA NEVADA, a 37km de Granada, e em pouco mais de 2 horas percorremos os quase 170 km até MÁLAGA.

Dia 5 – Logo pela manhã, fomos à Alcazaba de Málaga, uma fortaleza com longos muros paralelos e sinuosos, e ao Castelo de Gibralfaro, de onde se avista toda a cidade e o Mar Mediterrâneo. Foi aí que nasceu Pablo Picasso e Antonio Banderas.

Tínhamos programado ir dali para Sevilha, mas resolvemos conhecer uma cidadezinha simpática chamada Ronda, ali por perto e no caminho. O GPS sugeria um trajeto tranqüilo, mas um pouco mais longo pela A-367, só que cortamos o caminho pela A-366. Foi péssimo! Além de toparmos com um rebanho de bodes na estreita estrada, o trajeto era cheio de curvas fechadas e beirando um precipício. Levamos 1:30h para chegar a RONDA.

Ficamos no Parador de Ronda, localizado estrategicamente na beira do enorme precipício. A varanda do apartamento parecia flutuar no ar.

Dia 6 – Visitamos a Igreja Santa Maria de La Mayor, com porte de uma catedral, e riquíssima em ouro e prata. Depois, fomos a Praza de Toros de Ronda, uma das maiores e mais antigas arenas de tourada da Espanha. Anexo, há uma coleção de armas antigas, na galería de la Real Maestranza há roupas e fotos dos antigos toureiros, e na Real Guarnicionería, estão expostas as maravilhosas e ricas celas e todos os equipamentos de equitação.

Às 11,30h pegamos a A-374 em direção à Sevilha. Um pouco antes, entramos na A-8100 e fomos ao Parador de Carmona onde já tínhamos uma reserva; foi o mais lindo parador que conheci. Deixamos as nossas malas e seguimos para SEVILHA, a apenas 37 km de distância. A atração turística mais importante do local é o Real Alcázar, um complexo palaciano construído em várias épocas diferentes, porém não tão lindo como Alhambra.

Dia 7 – Às 8 horas voltamos para Portugal pela Autopista Quinto Centenário, e em quatro horas passamos pela Ponte 25 de Abril. Almoçamos no centenário Restaurante do João do Grão, e depois andamos até a Praça do Comércio; acho essa praça a cara de Lisboa, tanto quanto a torre de Belém que conheci em outra viagem. Numa rua só de pedestre, paramos no Café A Brasileira para mais um chope; aí foi ponto de encontro de muitos poetas famosos como Fernando Pessoa, que tem até uma estátua de bronze ali.

Ficamos no Le Meridien Park Atlantic, excelente, com até uma adega no quarto.

Dia 8 – Tiramos o dia para conhecer Sintra, a 31,2 km de Lisboa.  Na verdade, não botei muita fé nesse passeio, pois eu nunca tinha ouvido falar em Sintra ou no castelo da Pena; pelo nome, pensei até que fosse algum convento antigo. Em meia hora, estávamos em “um dos mais belos e raros lugares que a invenção prodigiosa da natureza logrou criar”, segundo o poeta Afonso Lopes de Souza, e "o mais abençoado lugar de todo o globo habitável", pelas palavras do poeta inglês Robert Southey. Seu estilo é eclético, com mistura de arquiteturas diversas harmonicamente compostas; assim, dependendo do ângulo visto, tem uma característica, do árabe, medieval ao russo.

De volta a Lisboa, almoçamos na Cervejaria Concha d’Ouro e demos uma volta no Shopping Vasco da Gama antes de pegar o avião para o Brasil.

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