Os templos do Antigo Egito


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Essa viagem foi uma das mais emocionantes que fiz, pois desde que li os quatro volumes do livro ‘Ramsés’ sonhava em conhecer o templo do Grande Faraó. Eu já tinha desistido por causa do calor e da terrível poeira do deserto, mas quando descobri que a melhor época para visitar o Egito é no inverno, fechei um pacote de uma semana para fevereiro com quatro noites navegando pelo Nilo.

A cidade de Luxor, antiga Tebas, abriga os mais famosos templos do Antigo Egito. Segundo o guia, todos eram coloridos, e prova disso é que algumas  imagens nas paredes ainda mostram vestígio de tinta; fico, então, imaginando a beleza estonteante na época em que foram construídos.

COLOSSOS DE MEMNON – São monumentos de 18 m de altura do faraó Amenófis III. Seu templo foi totalmente destruído pelas inundações do Nilo, e recentemente descobriram uma terceira estátua que em breve também será exposta. Fica na estrada para o Vale dos Reis.

TEMPLO DA TEMPLO DA RAINHA HATCHEPSUP - É o mais famoso e mais bonito templo do Vale dos Reis. Hatchepsup não teve filho com Tutmés II, por isso, antes de falecer o faraó nomeou como seu substituto o filho bastardo, o pequeno Tutmés (III). A rainha foi sua regente e depois lhe tomou o trono se fazendo faraó, a mulher mais poderosa da história do Egito.  

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TEMPLO DE KARNAK – É o mais importante do Egito Antigo, construído por vários faraós para cultuar Amon-Rá, sua esposa e filho. É impressionante a sala hipóstila com os gigantescos pilares, que representam a união da terra com o céu. Hatchepsup construiu um enorme obelisco ali, e quando Tutmés III se tornou faraó mandou erguer uma altíssima parede para escondê-lo, só que a parede caiu e o obelisco está lá até hoje. 

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TEMPLO DE LUXOR - Construído por Amenophis III, foi depois ampliado principalmente por Ramsés II; é dedicado também a Amon-Rá. Antes, havia uma passarela que ligava Luxor a Karnak onde ainda hoje se vê pequenas esfinges em fileira. Em cada lado do portal há uma estátua de Ramsés II (veja detalhes do seu pé), e na frente havia dois obeliscos; um deles foi dado à França e se encontra, hoje, na Place de La Concorde, em Paris; como retribuição, o Egito ganhou um relógio que nunca funcionou e que está na mesquita de Muhammad Ali, no Cairo.

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À tardezinha comecei o cruzeiro pelo rio Nilo. Por questões políticas da época (2012), éramos apenas 16 pessoas a bordo do enorme Radamis II. (A propósito, eu era a única turista do ’grupo’ com os guias, privilégio bastante raro)

TEMPLO DE HORUS – localizado em Edfu, a meio caminho entre Luxor e Aswan, é um dos mais bem conservados, construído por Ptolomeu III. Quando Osiris foi morto por Set, Isis se transformou em um pássaro e pousou sobre o corpo mumificado do marido e gerou Horus, com o corpo de homem e cabeça de falcão. Foi em Edfu que Horus vingou o pai matando Set.

Na entrada há um falcão em cada lado, esculpidos em granito negro. Muitas imagens das paredes foram desfiguradas pelos cristãos. Ao fundo está o santuário com a cópia em madeira da barca sagrada que transportava os mortos pelos céus; a barca original em ouro está no Musée du Louvre.

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TEMPLO DE KOM OMBO – a 45 Km de Aswan, foi construído por Ptolomeu VI, e depois ampliado até a era do romano Augusto.  É o único templo dedicado a dois deuses: Sobek, o deus das águas com a cabeça de crocodilo, que protegia o povo contra os crocodilos do rio; e Haroeris (ou Horus), com cabeça de falcão, que era também o deus da cura.

Na parede da entrada há um calendário com as fases das estações de inundação (julho a outubro), de germinação (novembro a fevereiro) e de colheita (março a junho).

 A alguns metros do templo fica o Nilômetro, que media o nível das águas do rio. No The Crocodile Museum ao lado do templo há  enormes crocodilos mumificados, ovos e embriões expostos em vitrines, bem como algumas estátuas do deus Sobek.

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A cidade de Aswuan fornecia granito para as estátuas, obeliscos e santuários que são encontrados em todo o Egito, incluindo nas pirâmides, e na antiga pedreira se vê um obelisco inacabado. Entre 1960 e 1970 foi construída a barragem que deu origem ao Lago Nasser e inundou muitos sítios arqueológicos; a Unesco ajudou a transferir vários deles para áreas mais altas, como os de Abu Simbel e Philae.

TEMPLO DE PHILAE - é dedicada à Isis, que encontrou o coração do corpo esquartejado do marido na ilha de Philae. O templo foi concluído por Ptolomeu II. No início da era romana, Isis foi adorada como Maria, mas depois todas as suas imagens foram destruída pelos cristãos que também marcaram com uma cruz num círculo vários pontos estratégicos do templo. Como o templo foi transferido para uma ilha menor, algumas colunas ficaram deslocadas e cobrindo muitas imagens. O Quiosque de Trajano tem os capitéis (alto dos pilares) lindíssimos!

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Os templos de Ramsés e Nefertari estão em Abu Simbel, a 45 minutos de voo de Aswan.

TEMPLO DE NEFERTARI – dedicado à esposa favorita de Ramsés. Externamente, há seis estátuas de 10 m de altura, sendo duas de Nefertari e quatro de Ramsés (esse Ramsés...), e seis menores dos filhos.  A rainha tem na cabeça símbolos divinos. No interior há muitas gravuras de oferendas e várias estátuas da deusa Hathor. Pouco tempo depois de conhecer o seu templo, Nefertari faleceu, e Ramsés viveu ainda mais de 40 anos.

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TEMPLO DE RAMSÉS – a alguns metros do de Nefertari. As quatro estátuas do faraó medem 20 m de altura. No interior há oito estátuas do faraó em posição de Osiris (braços cruzados no peito) com 10 m de altura dispostas em fila dupla como que recepcionando quem entra. As paredes são ricamente entalhadas com cenas religiosas, lutas contra os núbios e a famosa Batalha de Kadesh. Há algumas câmaras menores e bem ao fundo, num cubículo mais escuro estão as estátuas sentadas Ramsés e três deuses.

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O complexo trabalho de transferência na época da inundação está documentado em painéis no museu local.

Um detalhe do que me aconteceu: bem na porta do templo o guia me disse que ele ficaria lá fora. Foi um tremendo choque para mim, mas não tinha tempo para pensar e entrei sozinha nos dois sem outra vivalma lá dentro (será que tinha mortalmas?). Senti quase pânico naqueles salões de pouca luz e que mais pareciam tumbas; oras, eu pagara 800 dólares no Brasil só para ir ver aquilo! Pois fui até o fundo, saí viva e feliz por ter conseguido. Pena que não podia tirar fotos lá dentro...

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COMENTÁRIOS:

Analuiza Carvalho (Espiando Pelo Mundo)

Analuiza Carvalho (Espiando Pelo Mundo) comentou 3 anos atrás

SENSACIONAL, Rute!!!! Me encheu de inveja e de inspiração. Minha vontade aumentou ainda mais! Essa minha lista de destinos desejo só faz aumentar! Em que ano foi essa viagem espetacular?! bj Ana

RUTECN

RUTECN  comentou 3 anos atrás

Em 2012. O Egito estava um caos, sem governo, e meus amigos ficaram preocupados comigo. Mas, para um país que tem no turismo uma das maiores fontes de renda, fui tratada como princesa, rss.

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