Viagem com filhos pequenos, um incentivo para futuros adultos viajantes.


  Brasil, Espírito Santo  1166 visualizações

Esse será um breve relato de experiência, de parte das memórias de minha infância afinal, ideologicamente e profissionalmente acredito que essa etapa da vida é que colabora para a formação humana com vivências que construirão a personalidade do adulto. Por isso, faço aqui um convite para que volte no tempo e aventure-se ao mergulhar nessa história!

Vamos para meados da década de 80 a inicio da década de 90, as viagens de avião eram para poucos ou pelo menos para quem tinha dinheiro e esse nunca foi o caso da minha família. A maior parte da população dependia de ônibus para roteiros intermunicipais ou interestaduais. Mas meus pais pegavam as três filhas, às colocavam dentro do carro e partiam pelas estradas brasileiras para os mais diferentes destinos.

E era assim... Na véspera da partida o carro era devidamente arrumado com malas e suprimentos, nós já dormíamos com a roupa para sair, na madrugada éramos “levantadas” e levadas para o carro onde seguíamos até acordar, bebíamos achocolatado (cuja caixa mamãe colocava embaixo do banco do carona). Quando a fome apertava papai parava – aproximadamente após seis horas de viagem – e assim, percebíamos que estávamos bem longe de casa.

Sempre moramos na capital do Espírito Santo, o que eu considero estar uma posição bem estratégica para quem gosta de viajar. Saíamos da cidade de Vitória para: Itacaré, Porto Seguro, Canavieiras, Salvador, Belo Horizonte, Ouro Preto, Mariana, Sete Lagoas, Brasília, Rio de Janeiro, Paraty, Poços de Caldas, São José do Rio Preto, São Paulo, Curitiba, Blumenau, Foz do Iguaçu... essas são apenas algumas cidades e regiões pelas quais passamos.

Marina Zanchetta adicionou foto de Brasil,Espírito Santo Foto 1 (Itaúnas - ES)

Guardo em minhas memórias de infância sons, cheiros e experiências incríveis como: encontrar um cantor famoso no mesmo hotel que fiquei hospedada em Salvador; a queimação em meu corpo ao me jogar nas águas quentes de uma das piscinas quentes em poços de caldas (isso gerou muitas histórias divertidas depois com a narração da minha mãe); o banho no lado Argentino das Cataratas de Foz do Iguaçu; a admiração ao entrar nas grutas na região de Sete Lagoas e aprender a diferença entre estalactite e estalagmite;...

Na escola as voltas, de férias ou feriados, eram marcadas por narrações das novidades: zoológicos, hotéis, estradas, pessoas, etc. Lembro-me perfeitamente gastando um bom tempo de aula da professora com os relatos do que fiz e dos desenhos que representavam o que eu vi. Talvez para os meus pais, o trabalho de viajar com três crianças pudesse ser cansativo – e certamente era – entretanto, o fator idade colaborava pra a gratuidade em hotéis e atrações turísticas, ou pelo menos, o pagamento de meia entrada. Benefícios que sempre devem ser levados em consideração quando se tem uma família um pouco maior e não muito dinheiro para gastar.

Marina Zanchetta adicionou foto de Brasil,Espírito Santo Foto 2 (Ouro Preto - MG)

Com certeza, para nós, filhas, essas experiências nos tornaram pessoas conhecedoras do mundo e de diferentes realidades. Com as oportunidades que tive, pude antes de completar 35 anos conhecer as capitais de dez países – sendo eles distribuídos nos continentes americano, europeu e africano – e me aventurar por inúmeras cidades brasileiras. Dados bem elevados se comparados a vivencia do meu pai cuja primeira viagem para fora do Brasil foi aos 40 anos (confesso também que dos 40 aos 65 ele viajou bastante para compensar e já superou o numero de países que eu visitei).

Marina Zanchetta adicionou foto de Brasil,Espírito Santo Foto 3

Hoje, percebo o quão desbravadora foi a minha família e as marcas que isso gerou em mim e em minhas irmãs. Dentre elas: o anseio por conviver com outras culturas; o olhar para enxergar e compreender o diferente; a facilidade de comunicação com pessoas em outras línguas; a rapidez de ação ao lidar com situações inesperadas e a sagacidade para resolver essas situações. Esses são exemplos do quanto fomos influenciadas pelo hábito de viajar quando crianças e são características muito importantes para nossa vida adulta.

Seria demais desejar que todos os atuais adultos tivessem essa oportunidade que meus pais me deram? Tenho consciência de que a maioria das pessoas não foi criada assim, mas se tornaram bons viajantes. Mas invejo as crianças de hoje que tem muito mais facilidades e oportunidades – de comunicação, deslocamento, até mesmo de financiamento. Então, peço encarecidamente aos pais, planejem e viagem com seus filhos! Pois, se mesmo em meio a tantas dificuldades minha família teve condições de viajar, sei que isso é possível para qualquer outra família!

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