A LOUCA DA MOCHILA


  Peru, Machu Picchu, Cuzco  1621 visualizações

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Pronto, foi dada a largada!  E foi assim: dentro de um quarto em frente ao computador que se iniciava minha primeira grande jornada sozinha e fora do país.

Frio na barriga? Sim, sem dúvida... Mas convenhamos: faz parecer mais emocionante. Dei início aos preparativos então: conversei com muitos viajantes, principalmente mulheres que viajam sozinhas, comprei o Guia visual do Peru, li muita coisa sobre o país, a cultura e tudo o mais. Além de minha família...ninguém mais sabia para onde eu estava indo, somente peguei minha mochila e fui!

Em fim, chegou o grande dia. Cheguei a Cusco por volta das 05:00 da manhã, peguei um táxi e fui direto para o Hostel onde havia feito a reserva, o Pariwana. Encantei-me pelo lugar do começo ao fim. Como o check in seria somente as 13:00 hrs, o staff me levou até um quarto para que eu pudesse descansar. Com uma luz baixa, tv ligada quase sem som, muitas almofadas no chão e muito silêncio foi por ali mesmo que fiquei até as 07:00 horas quando o café-da-manhã seria servido.Queria descansar bem antes de explorar a cidade para não sofrer com o mal de altitude (algo que atinge muitas pessoas). Ao acordar logo de cara conheci a Mary, uma Irlandesa que viajava sozinha há um mês. Tomamos café juntas (e que café!!! Mais um ponto para o Pariwana) e conversamos muito! Logo depois fui me sentar no pátio do hostel e conheci o Liam, um Australiano que também viajava sozinho e muito gente boa. Combinamos de sairmos juntos para conhecer a Plaza de Armas assim que eu realizasse meu check in.

Check in feito, muita conversa e chá de Coca depois... Agora sim: “vem ni mim” Cusco!

Passamos o dia caminhando pela Plaza de armas (o dia estava absurdamente lindo e quente). Á noite, todos os hóspedes se reúnem no bar do hostel que também é um refeitório. Conheci Argentinos, Americanos, Italianos e um casal de Brasileiros. A intenção era sair pela cidade, mas o clima estava tão bom que fiquei por ali mesmo. Para quem não quer se aventurar pela cidade á noite, o Pariwana já é uma atração á parte.

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(Plaza de Armas - Cusco)

No dia seguinte, fiz o passeio até o vale sagrado (e descobri que Liam também iria). Foi bem cansativo, mas muito lindo passando por Pisac, Ollantaytambo, Chinchero e Moray. Foi um dia inteiro de passeios (mais precisamente das 08:00 até umas 20:00). Cada lugar, cada história era uma atração á parte.

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Kauana Séleri adicionou foto de Peru,Machu Picchu,Cuzco Foto 3Ollantaytambo

No terceiro dia, o ápice da viagem, meu maior motivo por estar lá: A TRILHA ATÉ MACHU PICCHU!

Optei pela trilha Salkantay de cinco dias. Saímos do hostel com o guia por volta das 05:30 am e pegamos o ônibus rumo ao início da trilha. Meu grupo era bem diversificado: 4 amigos Alemães que viajavam juntos, um casal de amigos também da Alemanha, um casal Neozelandês e uma Brasileira de Porto alegre que acabou virando minha parceira de barraca.

Caminhamos por volta de três horas até pararmos para comer, depois mais três horas até a próxima parada, chegamos ao primeiro acampamento no fim do dia onde fomos recebidos com muita comida boa. O cansaço era grande, mas a vontade de explorar cada pedacinho do Peru era maior ainda! Então, ao chegar no primeiro acampamento ainda enfrentamos mais alguns kilômetros e subidas até Humantay Lake - um lago que parece que foi pintado á mão (é pensando bem...acho que foi mesmo, pelas mãos de Deus!). Para coroar o fim do primeiro dia fomos presenteados com um céu estonteante e totalmente estrelado. Lindo de uma forma que jamais poderia ser visto do interior do Paraná. 

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Humantay Lake

No segundo dia, Javier nosso guia chama á porta da barraca as 05:30 e nos acorda com chá de coca á mãos (muito mimo). Tomamos um café-da manhã maravilhoso e já reiniciamos a caminhada.

O segundo dia é o mais difícil: muita subida, muito frio, muito pesado (fiz uma preparação física específica para essa trilha uns dois meses antes e mesmo assim foi bem difícil). Mas ao chegar à montanha Salkantay, tudo passou: a vista é incrível, e o pessoal mais ainda! Cada um que chegava era recebido com abraços e muitos “parabéns”. Lá na montanha é possível ver várias pedrinhas amontoadas umas em cima das outras: você deve empilhar suas pedras e fazer um pedido para Pachamama (mãe natureza). A descida é muito íngreme e não tem onde se apoiar foi aí que entrei em um dilema: se descer de frente vai forçar meus joelhos, se descer de lado pode torcer meu tornozelo. E agora? Seja o que Deus quiser! Desci de frente e não deu outra: ao final da descida estava sentindo meus joelhos.

No segundo acampamento, foi dia de provar Cusqueña observando as montanhas e finalmente...tomar banho! Terceiro dia, antes de continuar a caminhada: uma parada em Águas Calientes (os músculos agradecem). Á noite rolou uma festa no acampamento com direito a fogueira, música, Pisco e muito gringo louco dançando, com direito até á MACARENA hahahaha SENSACIONAL.

Quarto dia: acordar cedo e...tirolesa!!!! Mais de 5km de adrenalina e uma vista incrível. Adrenalina em alta? Aproveita e já pega a estradade novo. no meio do caminho um susto: um pequeno desmoronamento de pedras quase nos acerta, mas nosso guia muito atento nos tirou dali a tempo...ufa! passado o susto...pé na estrada!

Nesta última noite dormimos em um hotel já em Machu Pichu Pueblo, que fica aos pés da montanha. A esta altura do campeonato, eu já estava andando em uma perna só (pois é meu joelho só piorou).

Quinto dia: as 04:00 da manhã todos em pé, café – da- manhã, lanterna na mão e partiu para nosso grande destino. Mais uma hora e meia SÓ de subida e degrau.

Meu joelho latejava! Já não conseguia mais apoiar o peso do corpo nele, e a outra perna começava a cansar (essa parte não foi nada legal). Em alguns momentos Patrick (um dos caras da Alemanha) foi muito solidário, diminuiu os passos para me acompanhar e ainda me ajudou em uma parte da subida. Essa é uma das coisas incríveis das viagens, mochileiros são muito prestativos! Patrick foi realmente muito bacana.

Uma hora e meia depois: FINALMENTE...MACHU PICCHU! Cheguei com uma perna só, mas cheguei hahahaha. Logo que chegamos ainda estava muito nublado, mas as 10:00 da manhã Machu Picchu apareceu indescritivelmente lindo e majestoso (até esqueci do joelho). Seria uma falta de respeito de minha parte tentar descrever, é preciso ver de perto para sentir na pele tudo o que aquele lugar transmite.

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Machu Picchu 

 Machu Picchu é indescritível, mas tenho que dizer que chegar até lá pela trilha teve um sabor totalmente diferente  não seria a mesma coisa chegar de ônibus, a jornada toda tem seus encantos particulares, é o pacote completo!  Durante a trilha conheci pessoas novas, conheci histórias,  culturas, montei barracas, comi abacate no meio da comida, sentei na grama para observar as estrelas, tomei banho com lencinho umedecido, levei cantada de Peruano, machuquei o joelho, ajudei e recebi ajuda, aprendi umas duas ou três palavras em Alemão, descobri que Kauana é uma palavra em Quéchua e que significa “olhar”, entre várias outras coisas. Passar por tudo isso e ter uma vista deslumbrante ao final é uma sensação inenarrável.

O que posso dizer é: Foi intenso, e valeu a pena cada segundo, cada experiência. E posso dizer que toda essa bagagem que trouxe comigo (não material) me transformou de forma única e permanente se tornando um grande tesouro!

Peru, você tem um lugar todo especial em meu coração.

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COMENTÁRIOS:

Rosana Oliveira

Rosana Oliveira comentou 2 anos atrás

e agora tenho certeza que voce não vai mais querer parar, é o bixinho da viagem que te pega e voce nunca mais quer largar...isso é muito bom...

Denise Da Costa

Denise Da Costa comentou 2 anos atrás

Amei tua história!!!

Dani Endler Sobieszczanski

Dani Endler Sobieszczanski comentou 2 anos atrás

Que demais, Kauana!!

Kauana Séleri

Kauana Séleri comentou 2 anos atrás

Muito Obrigada! Fico feliz que tenham gostado da história. Espero que possa inspirara outras pessoas a vencerem seus medos e buscarem seus sonhos!

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