Conheça o Equador com Arthur Chacon e Sophia Reis!


  Equador, Vilcabamba, Cuenca, Baños, Otavalo, Quito, Chimborazo  2205 visualizações

Somos um casal cruzando as Américas de carro e eis que chegamos aqui no Equador! Um pouco das cidades que passamos:

Vilcabamba

 A cidade de Vilcabamba ficou conhecida pela longevidade de seus moradores. Dizem que alguns vivem até os 120 anos. Não à toa a cidade está cheia de estrangeiros visitantes e residentes que vão em busca de uma melhor qualidade de vida. A cidade do Equador de fato tem um ar puríssimo, muita área verde e diversas opções de lazer. Quem for, não terá dificuldade em achar lugares pra ficar (pra todos os bolsos) e restaurantes de todos os tipos. As opções veganas/vegetarianas/naturais abundam!

Recomendamos uma estadia de pelo menos três dias na cidade. A Hosteria Izhcayluma oferece um monte de opções de trekking saindo do seu terreno e não é necessário estar hospedado lá. Um pouco ao norte da cidade está o Parque Nacional Podocarpus que te permite fazer caminhadas de diferentes níveis de dificuldade, avistar em abundância a fauna e flora do Equador e ainda visitar algumas cachoeiras. Outro dia pode ser bacana estar livre pela cidade, caminhar pela praça central, comer um bolo de banana da feirinha de artesanato, tomar uma cerveja artesanal e sentar no banquinho da praça e ver a vida passar. Linda cidade!

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Cuenca

Não esperávamos nos apaixonar tanto (e ficar tanto tempo) por Cuenca. A cidade parece ter uma mistura ideal entre o clima de interior com o agito cosmopolita. Apesar de ser a terceira maior cidade do Equador, ela exala uma tranquilidade muito acolhedora. A cidade respira cultura e arte: não é raro ver músicos tocando na rua ou no coreto da praça central. Aí mesmo dê um pulo na Catedral, que oferece por 1 dólar a subido ao campanário e uma vista estonteante da cidade. Nessa mesma praça tem a Catedral Vieja, antiga igreja-mãe da cidade, onde está hoje um museu. Aliás, museu é o que não falta. Recomendamos:

  • O Museu do Banco Central (gratuito). Faz uma retrospectiva etnográfica de todos os povos nativos do Equador, suas roupas, costumes, música. Ainda abriga exposições temporárias, museu numismático e uma simpática e descolada lojinha.
  • Museu das Culturas Aborígenes ($4): a entrada singela esconde um acervo gigantesco de artefatos, cerâmicas e muito mais vestígios das culturas pré-hispânicas. Uma aula sobre a identidade do país. Vale a pena!

Fazer uma caminhada desde a Praça das Flores (assim chamada pelo comércio intenso e colorido de flores), passando pela praça central, sempre pela Calle Larga. Por aí você vai encontrar uma rica oferta de restaurantes típicos de todos lugares do mundo, cervejarias artesanais, lojas de roupa, padarias, confeitarias, galerias de arte…

À noite nos finais de semana essa mesma rua fica cheia de gente dando role, indo nas casas de música ao vivo, karaokes ou na praça mesmo. Pra dançar e tomar cerveja barata procure pelo Zoociedad, um muquifinho que fica no caminho de uma das escadarias que ligam a cidade baixa à parte histórica dessa cidade do Equador. Não custa nada e é super buenaonda.

No dia seguinte, se estiver de ressaca ou não, passear pelo Parque de la Madre é uma ótima opção de atividade diurna. Tem uma estrutura bacana para lazer e fica ao lado do rio, que também tem uma via para caminhada nas suas margens. E para o almoço não deixe de comer o tradicional Cuy: o porquinho da índia à pururuca mega tradicional de Cuenca. Se for vegetariano não se preocupe: busque por um bom Yapingacho, prato típico do Equador que traz batata amassada e frita, com ovos, salada, arroz…

A cerca de 30 quilômetros da cidade está o parque Las Cajas, reserva natural de fauna, flora e uma limpíssima água. O parque oferece um local para dormir, simples e aconchegante. Na guarita de entrada te indicam o refúgio onde orientam o viajante acerca das trilhas que podem ser feitas por ali. Existe de tudo: trilhas de 3 horas e trilhas de 5 dias. Mas seja qual for, a paisagem é de tirar o fôlego. Procure umas imagens no Google e você entenderá!

Cuenca é linda e quando saímos nos demos conta que muito faltava ainda por conhecer nessa cidade do Equador. Museus, igrejas, galerias… Mas isso foi bom! Saímos com um gostinho de que ainda vamos voltar pra lá!

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Baños

A cidade fica na entrada da parte amazônica do Equador e tem como principal atrativo as águas termais e banhos particulares e públicos. A oferta é tão grande de locais e preços que fica ao gosto do viajante escolher o local que se enquadra melhor à sua pegada de viagem. Mas recomendamos a todos visitar a cachoeira Pailón del Diablo, isso sim! Você paga uma entrada de $1,50 por pessoa e isso te dá acesso à vários pontos da cachoeira, inclusive atrás dela! O caminho também te leva à uma ponte que corta o vale ao melhor estilo Indiana Jones. Saindo, compre uma salada de frutas e desfrute do frescor que a mata amazônica te dá. Ficamos no camping “Pequeño Paraíso” que está na estrada, um pouquinho fora da cidade mas a uma caminhada de vinte minutos das cachoeiras. Nos custou 10 dólares por pessoa e tem instalações excelentes.

Puyo

Já na Amazônia equatoriana, a cidade está encaixada em plena selva. Visitamos o “Rescate de los Monos”, uma área protegida nos arredores da cidade, que trata de resgatar e cuidar de animais silvestres, como tartarugas, onças, pássaros, mas principalmente macacos. O local recebe viajantes e sempre precisa de ajuda voluntária para limpar jaulas, fazer e distribuir a comida para os bichinhos. É uma experiência e tanto!

Otavalo

Já bem no norte do Equador, não deixe de visitar Otavalo. A cidade é pequena mas cheia de arquitetura colonial e uma linda praça central. Também abundam cafés descolados e restaurantes nessa parte central. Mas o forte da cidade é o Mercado de Tradições, que fica a alguns quarteirões da praça central. Aí você encontrará uma infinidade de artesanatos originais da região, tecidos, roupas, redes, instrumentos musicais e adereços típicos a preços camaradas. A rede da nossa casa compramos aí =) Não sentimos que era necessário ficar mais que uma manhã/tarde na cidade, mas a parada valeu muito.

Quito

Finalmente a capital do Equador! A verdade é que nós costumamos evitar as cidades grandes porque costumam ser lugares difíceis de estacionar o carro com tranquilidade e dormir. Mas queríamos conhecer Quito e não nos arrependemos. Ficamos poucos dias, então são poucas as dicas rs

O Parque La Carolina é genial, super seguro e com instalações ótimas para fazer exercício, caminhar e respirar um pouco de ar puro no meio da cidade. Na beira do parque (Avenida de los Shyris) tem restaurantes e barzinhos bacanas pra passar o final de tarde. Tomamos um café delicioso no igualmente delicioso Café Jurguen (calle Holanda).

À noite a pedida é o Café Democrático. Às terças rola salsa ao vivo e, meus amigos, não deixem de ir! Toda essa região da Plaza Foch é a parte boêmia, por aí não faltam opções do que fazer pela noite da capital do Equador. Um programa mais tranquilo é subir na Virgen del Panecillo e apreciar uma vista 360 graus da cidade, comendo uma coisinha e tomando um canelazo para esquentar o corpo (faz frio aí!).

Agora uma dica: você irá ouvir falar, e muito, da Mitad del Mundo. A tal da metade do mundo sempre foi no local onde há um monumento gigante com um globo no topo. As pessoas vão aí, tiram foto e vão embora. Acontece que recalcularam a tal da metade do mundo e na verdade a linha do Equador passa uns 200 metros mais adiante que o local original. Mas o que importa de verdade é que eles fizeram um museu chamado Inti Ñan nesse novo ponto. Aí eles oferecem uma visita guiada (faça com guia, eles são bons!): contam sobre a antiga ocupação de Quito, a cultura dos indígenas, te levam a uma casa original dessas ocupações que está no terreno, e fazem um monte de experimentos legais e interativos explicando a diferença de estar no Hemisfério Norte ou no Hemisfério Sul. Pra quem viaja com crianças isso é MEGA recomendado. Pra quem viaja sem crianças TAMBÉM. A visita ainda termina no pequeno e simpatico Museu do Café, onde explicam a confecção do produto-orgulho-equatoriano desde seu plantio até a xícara. O Inti Ñan está a cerca de 27 km da cidade, é um pulo!

Chimborazo

Talvez o monumento natural mais bonito que vimos até agora na viagem tenha sido o vulcão Chimborazo, a uns 180 quilômentros para o sul de Quito. O vulcão tem 6.267 metros de altura e uma imponência absurda. Quem visita o Chimborazo costuma chegar lá pela manhã porque é muuuuuito frio pela noite. Mas o segundo refúgio, quando fomos, oferecia estadia simples para quem quisesse passar a noite aí. Você pode fazer uma pequena caminhada aos pés do vulcão e voltar no mesmo dia, se não topar passar a noite. De qualquer forma, vá e não irá se arrepender, uma das melhores coisas do Equador.

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Quilotoa

Também a uns 170 km ao sul de Quito está o Quilotoa, um vulcão extinto do Equador que teve sua cratera preenchida por uma lagoa que também leva seu nome. Existe um pequeno parque ao redor da cratera, que oferece estacionamento e várias opções de acomodação e restaurante. Uma vez no Quilotoa você pode descer até a cratera e fazer trilhas de diferentes níveis de dificuldade. É cobrada uma entrada simbólica pela comunidade que administra o parque.

Ingapirca
Pela quantidade de ruínas lindas e bem preservadas que havíamos visto no Peru, chegamos um pouco céticos nesse quesito ao Equador. Mas as ruínas de Ingapirca baixaram nossa bola e mostraram que aqui também se leva muito a sério a história e a conservação do patrimônio. As ruínas ficam a uns 75 km de Cuenca, super perto, e são o complexo arqueológico mais importante do Equador. Portanto se tiver que escolher UM lugar que envolva arqueologia/história na sua passagem pelo Equador, escolha esse!

Por 2 dólares, você pode visitar primeiro o museu, que conta de maneira simples e sintética a cultura Cañar (que ocupava a área antes dos espanhóis e dá nome à província) com tecidos e peças arqueológicas. Depois, um guia te levará pelas ruínas, que foram de domínio Cañar e Inca, contará toda a história e mostrará todas as construções, templos, casas que seguem muito bem preservados. Não vamos contar a história pra não estragar a surpresa, mas podemos contar que saímos muito felizes de ter feito esse pequeno desvio na viagem pra conhecer esse local muito especial!

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 Texto produzido por Arthur Chacon e Sofia Reis - Caudalosa América

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