Como chegar em Machu Picchu


  Machu Picchu

O Dubbi está preparando uma série de posts especiais sobre Machu Picchu, um lugar tão amado e desejado pelos nossos viajantes. No texto anterior, falamos tudo o que fazer em Machu Picchu, como subir até as montanhas Huayna Picchu e Machu Picchu.

Dando sequência a eles, agora falaremos como chegar em Machu Picchu. Essa é uma dúvida que sempre ronda os viajantes, afinal são diversas opções de trem ou por trilhas. Mas suas dúvidas acabaram. Vamos detalhar cada uma das maneiras possíveis e mostrar se é mais indicado ao seu estilo de viagem.

Como chegar em Machu Picchu: por trilhas
Não importa qual trilha o viajante vá seguir. Em todas elas é extremamente recomendado ir com uma agência, que terá uma equipe encarregada do traslado e de montar as barracas, cozinhar e todos os equipamentos necessários. As trilhas para chegar até Machu Picchu são percorridas por viajantes dos quatro cantos do mundo.

Melhor época
Os meses de abril a novembro são considerados a melhor época para ir até Machu Picchu por chover pouco. Só tome cuidado com julho, mês de maior movimento, que demanda reservar com bastante antecedência. De dezembro a março a chuva é tão grande que é comum as trilhas estarem fechadas. Já aconteceu de turistas que se aventuram nessa época do ano ficarem ilhados.

Trilha Inca Tradicional

Duração: de 2 e 4 dias

Preços: cerca de R$ 1.800

É a trilha mais procurada de todas. Para conseguir garantir sua vaga, é preciso reservar bem antes. São dois roteiros disponíveis: um de dois dias, saindo do km 104 e chegando em Águas Calientes, dormindo uma noite em hotel, ou um de quatro dias, saindo do km 82 e chegando em Machu Picchu, sendo três noites de camping.  

Trilha Inca da Selva

Duração: de 2 a 5 dias

Preços: cerca de R$ 750

É a mais barata, menos conhecida, mas particularmente diferente e radical. Uma parte do percurso do primeiro dia é feito de bike e dorme-se em hostels pelo caminho. Também é possível praticar rafting e zip-line (pagos à parte, para os fãs de emoção). O último dia o caminho é quase o mesmo da trilha inca clássica. Você vai encontrar viajantes passando de ônibus/van e também de trem.

Trilha Salkantay

Duração: De 5 a 7 dias.

Preços: A partir de R$ 1.200 o roteiro mais básico a R$ 10 mil o roteiro exclusivo.

É considerada a mais difícil para chegar em Machu Picchu. Não é para menos, possui vários trechos com altitudes acima de 4 mil metros. Por isso é vital ser dono de um bom preparo físico e estar com a saúde em dia (inclusive as articulações, pois se é exigido muito delas). Se você é um completo sedentário, recomenda-se fortemente que treine e ganhe ritmo para encarar Salkantay (ou qualquer outra das trilhas). É completamente diferente andar no Brasil, em cidades de baixa altitude, e em Machu Picchu e suas altitudes monstruosas. Não precisa virar nenhum atleta, só não pode ficar ofegante ao menor esforço.

Salkantay é a montanha de 6.270 metros que acompanha os aventureiros durante a maior parte do percurso. A paisagem deslumbrante, contudo, compensa o esforço já mencionado. Em todo o tempo que estiver nas trilhas, em meio a montanhas estonteantes, pequenos vilarejos aprendendo sobre a cultura dos locais, e a natureza em estado bruto, você lembrará das palavras do guia de que a conexão com a terra é forte. Parece papo de doido, mas Machu Picchu e todo seu ao redor são provas cabais de que esse elo existe.    

Ironicamente, a trilha pode ser a que oferece mais conforto. Empresas especializadas na Salkantay, como a Mountain Lodges of Peru, organizam roteiros com hospedagem em lodges (hospedagem estilo pousada) ao longo do caminho (chamadas de lodge-to-lodge), e no pacote estão todas as vantagens que isso oferece, como banho quente e colchão na hora de dormir (um privilégio e tanto em um lugar que pode fazer até -5ºC).

A chegada não é em Machu Picchu propriamente dita, mas em Águas Calientes, ou Machupicchu Pueblo, cidadezinha que é o portal de entrada da cidade sagrada dos incas (leia mais sobre ela abaixo). Na manhã seguinte, chega-se, enfim, ao destino principal.

A Trilha Salkantay é menos concorrida do que a Trilha Inca, mesmo assim é de bom tom reservá-la com antecedência, pois costuma lotar.

Limites e nova trilha
Machu Picchu está no limite do número de turistas, tanto que todas as trilhas têm controle rígido do número de pessoas, assim como a entrada no parque e a subida nas montanhas. Ameaçou-se fechar o parque algumas vezes, para que o turismo predatório não ameace esse Patrimônio Mundial da Humanidade.

Para evitar a superlotação e o acúmulo de visitantes, o governo peruano abriu uma nova trilha no início deste ano, batizada de “Ruta Nº5”. O caminho sai de Chachabamba, às margens do rio Vilcanota, passa por Wiñaywayna e termina em Machu PIcchu.

São permitidos 250 aventureiros por dia, monitorados por postos de controle ao longo do percurso. Guias e equipamentos de campings não serão necessários, por ser uma trilha de acesso mais fácil comparada às outras.

Como chegar em Machu Picchu: de trem
Não tem muito segredo. É só comprar em Cusco o ticket no site da Peru Rail, lá tem tanto o round ticket (ida e volta) quanto o one rail (só a ida ou só a volta).

São três opções de empresas: Expedition (mais barato), Vistadome (mais confortável) e o Hiram Bingham (luxo).

Águas Calientes
Machu Picchu é um sítio arqueológico, portanto, não são permitidas hospedagens na cidade sagrada. Se fossem, em pouco tempo teríamos o Hotel Templo del Sol, Hotel Templo de las Três Ventanas, e por aí vai, invadindo as áreas tombadas. Por ali, existe apenas o Belmond Sanctuary Lodge, bem próximo à entrada da cidade inca. No entanto uma diária dele é quase a totalidade dos gastos totais de um viajante comum em Machu Picchu: os quartos saem pela bagatela de R$ 3 mil.

Por esse motivo Águas Calientes é, além de porta de entrada, a cidade dormitório de quem visita Machu Picchu. O lugar é parada obrigatória para todo mundo, pois quem chegou às ruínas por trilha, provavelmente voltará de trem, cuja estação fica no pequeno povoado de menos de 2 mil habitantes. O local possui ainda dezenas de opções de bons restaurantes, lojinhas de artesanatos e souvenires e pontos com águas termais, responsáveis pelo nome da cidade.

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