Viajar para mim é como tomar dois banhos quentes por dia


 Europa      1104 visualizações

Um dia, uma amiga me escreveu perguntando se queria viajar com ela para Paris e Roma. Eu respondi sem pensar: SIM. Sem pensar se tinha dinheiro suficiente, sem saber se conseguiria negociar minhas férias para a época da viagem ou se teria com quem deixar minha filha, que era criança. Mas eu aceitei. Parcelei a viagem em dez vezes no cartão, raspei o resto de dinheiro que tinha na poupança, deixei ela com a avó e fui.

Nasci e cresci em uma cidade do interior, no Sul, e viajar para a Europa era uma realidade bem distante. Mas aconteceu de repente, sem programação.

Não sabia bem o que eu sentia quando desembarquei. Explicar isso agora, muito menos. Tudo era novidade. Tinha a dificuldade de comunicação, pois éramos quatro mulheres e só uma (que não era eu) falava bem inglês. Nenhuma falava francês ou italiano. A grana era curta. Eu tinha um guia da cidade, mas nem sabia direito como usá-lo.

Para o deslocamento entre Paris e Roma, havíamos comprado passagens de trem uns dias antes de sair do Brasil, meio na correria. Maior sorte, pois a erupção do Eyjafjallajökull, na época, causou uma paralisação generalizada do transporte aéreo europeu. Tinha muita gente em Paris sem ter como voltar para casa ou seguir sua viagem, isso no movimento de fim de férias.

Silvia Reis adicionou foto de  Foto 1

No final, deu tudo certo! Sempre tinha alguém para ajudar, fosse para comprar um baguete, um cannolli ou com o transporte. Um dia, fiquei andando sozinha por Roma (as meninas quiseram fazer compras e eu não). Tomei gelato, me perdi, peguei o ônibus errado. Mas consegui voltar para o hotel. Depois disso, já viajei de excursão, sozinha, com amigos e com minha filha. Já fiquei presa em elevador de museu, tomei o sentido errado do metrô, tive que fazer mímica para comprar comida, quase fui atropelada por bicicletas (duas vezes) e dormi no aeroporto. Até informação já me pediram por lá!

Escrevendo sobre essa minha experiência - sem maiores imprevistos, perrengues ou contratempos, mas com grandes desafios - me lembrei de uma entrevista do Ricardo Darín, ator argentino: “(viver) Melhor do que eu vivo? Eu posso tomar dois banhos quentes por dia ... Eu sou o mais feliz que posso ser”. Viajar, para mim, é como tomar dois banhos quentes para Darín: me faz viver feliz. Simples assim!

Confira mais dicas no perfil da viajante Silvia Reis

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COMENTÁRIOS:

Roberta Borges

Roberta Borges comentou 4 anos atrás

Lindo! "Simples assim"!

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