Patagônia chilena ou deserto do Atacama? Tiramos suas dúvidas
O Chile é um país tão rico quanto extenso, em que podem conviver paisagens completamente distintas. É o caso das geleiras da Patagônia chilena e o deserto do Atacama, considerado o mais seco do mundo. Os dois, obviamente, valem uma visita e estão entre os principais destinos turísticos da América do Sul. A decisão depende do perfil do viajante, do objetivo e estilo de viagem naquele momento.
Os mais aventureiros, podem até conhecer os dois lugares de uma só vez. Foi o caso do roteiro feito por Carolina Rodrigues, de Capivari (SP), que envolveu 12 paradas, da Patagônia chilena até o Atacama. Mas, o mais comum é o turista escolher um dos dois destinos e aproveitar o máximo do que a região tem a oferecer.
Conheça, abaixo, dicas sobre cada lugar e escolha o destino da sua próxima viagem.
ATACAMA
O que fazer
O deserto do Atacama é conhecido como o mais seco do mundo. Em alguns lugares, estudiosos alegam que nunca caiu uma gota sequer d´água em toda a história. Mais do que isso, ele conta com uma diversidade de vulcões, montanhas, gêiseres, dunas e penhascos.
O ponto de partida para todo viajante é San Pedro de Atacama. É uma cidadezinha simpática, com ruas de terra e casas antigas e simples. A pequena população, de pouco mais de 2.000 habitantes, contrasta com a diversidade de restaurantes, pousadas e agências de turismo. Ela será a base para os principais destinos do deserto. Listamos três passeios imperdíveis.
Valle de la Luna e Valle de la Muerte - Os dois vales estão na lista dos obrigatórios. Trata-se de enormes paredões de pedras, rochas salinas, dunas de areia, com vistas panorâmicas do deserto. O pôr do sol é um dos mais bonitos do deserto chileno. Só não esqueça de levar um agasalho para a noite.
Lagunas Altiplânicas - As Lagunas Altiplânicas estão localizadas a 115 km de San Pedro, na Reserva Nacional Los Flamencos. A entrada é paga (em média, R$ 30), à parte do valor do tour. Da entrada da reserva, dá para caminhar até as lagunas.
São duas as lagoas responsáveis pelo desejo de não sair dali: Miscanti e Miñiques. A primeira é a maior, com cerca de 15 km², enquanto a vizinha tem somente 1,5 km². As duas são ligadas através de um canal subterrâneo.
Céu do Atacama - O deserto de Atacama também é conhecido por ter uma das noites mais incríveis do planeta, tanto que os estudos astronômicos do Chile são um dos mais avançados do mundo. O San Pedro de Atacama Celestial Explorations, um observatório da região, pode ser visitado à noite. A visita custa em torno de R$ 110.
Quanto tempo ficar
Os viajantes são unânimes em afirmar que quatro dias é o mínimo para conhecer o Atacama. “Leve em consideração que só de deslocamento será um tempo considerável. Saindo do Rio de Janeiro, por exemplo, levará aproximadamente12 horas”, diz o viajante Vitor Boccio, de São Paulo.
Quando ir
Primeiro, o viajante precisa saber que, em qualquer época do ano, encontrará grandes variações de temperatura: a noite costuma ser muito fria, enquanto o calor é forte durante os dias. Em algumas épocas, contudo, essa variação é menor. São dois os períodos ideais: de março a maio e de setembro a novembro.
“Leve de tudo, de biquíni a um casaco”, aconselha a viajante Diana Emídio, do Guarujá.
Onde ficar
Por ser um ponto de grande fluxo de turistas, seja de visitantes que vão direto à região ou de pessoas que saíram do Salar de Uyuni, na Bolívia, e continuam o mochilão pela América Latina a partir de San Pedro do Atacama; o local tem uma grande quantidade de hotéis e hostels. Em fora de temporada, não é difícil de chegar à cidade e encontrar hospedagem na hora.
Bianca Yosa, de São Paulo, recomenda o hostel Pablito. “Além de parecer mais um hotel, a proprietária lavou e estendeu nossa roupa”.
PATAGÔNIA CHILENA
O que fazer
Na paisagem da parte chilena da Patagônia, misturam-se geleiras e lagos, enquanto grupos de pinguins se divertem calmamente - um lugar impressionante para quem gosta de natureza e aventura. Veja, abaixo, cidades que valem a visita.
Torres del Paine - Maciços de granito de 3.000 metros de altura, formados na era glacial, são provavelmente o destino mais buscado de toda a Patagônia chilena. Integram o Parque Nacional Torres del Paine, assim como o lago Pehoe, cujas águas dão um tom esverdeado à paisagem de geleiras, vales e florestas.
O circuito W, na região, encanta todos os viajantes que buscam aventura. São quatro dias de caminhada, no frio, entre os vales das Torres. Para os menos atléticos, também é possível fazer um tour de van, que passa pelos principais pontos do local.
A entrada, na alta temporada (de dezembro a fevereiro), sai por R$ 90; na baixa, custa R$ 50.
Puerto Natales - É a cidade mais próxima de Torres del Paine, a 90 km de distância do parque. A viagem, de um lugar a outro, dura três horas, pois as estradas na região são tortuosas. Vale a pena passar uma tarde por lá, conhecendo as praças e monumentos espalhados. A cidade é bem servida para fazer compras básicas, caso queira alugar um veículo ou abastecer a mochila nos mercados.
Se estiver com tempo sobrando, faça a viagem de barco até Puerto Montt, em meio a um mar azul cercado por picos enormes da Cordilheira dos Andes.
Puerto Varas - Vizinha a Puerto Montt está Puerto Varas. As duas ficam na Região dos Lagos, verdadeiro cartão-postal do Chile. A atração número um é o Vulcão Osorno, que disputa o título de mais bonito do mundo.
Punta Arenas - É a principal cidade da Patagônia, a pouco mais de 1.200 km da Antártida. O local está tão ao sul que a incidência de raios ultravioletas é uma preocupação do governo local. Lembre-se, portanto, de sempre usar óculos escuros e protetor solar.
Nas ilhas Magdalena e Marta, a graça é observar os pinguins da região. O período ideal de viagem é entre outubro a março, e o preço do passeio gira em torno de R$ 200 por pessoa. Não deixe de andar de caiaque pelo Estreito de Magalhães. Golfinhos costumam ser os companheiros durante o percurso. Esse percurso é um pouco mais caro: R$ 275.
Se você quer chegar ainda mais ao sul, pegue um avião ou barco até Puerto Williams, a cidade que disputa com Ushuaia, da Argentina, o título de local mais austral do planeta.
Quanto tempo ficar
Viajantes dizem que, para explorar bem a região, são necessários de sete a dez dias.
Quando ir
Há duas estações bem definidas e distintas: uma de frio e neve, e outra de sol e vento. Nesta última, chamada de verão, as temperaturas giram em torno de 13 ºC a 20 ºC, e os dias são mais longos.
Já na estação de frio e neve, o sol aparece só às 9h, enquanto a noite começa às 17h. A temperatura mais baixa atinge cerca de 0 ºC. Mas não se engane, tanto no inverno quanto no verão, as fortes rajadas de vento podem deixar a sensação térmica ainda mais gelada.
Onde ficar
Diferentemente do Atacama, em que o mais fácil é ter como base a cidade de San Pedro do Atacama, na Patagônia o mais fácil é hospedar-se em cada uma das cidades em que o viajante decidir visitar. Em Puerto Natales, uma das mais agradáveis, há opções a partir de R$ 160, como o Pire Mapu Cottage.
Sobre o Autor: A Porto Seguro Viagens produziu este texto para facilitar sua próxima viagem pela América Latina. É possível cotar seu seguro viagem aqui.
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COMENTÁRIOS:
Julia Pecci comentou 8 anos atrás
Fiquei no Hotel Pascual Andino no Atacama. Amei! Super recomendo!!! E não deixem de fazer o passeio Piedras Rojas + Lagunas Altiplanicas e as Lagunas Escondidas (achei beeeem mais legal que a Laguna Cejar!!!) tem dicas no fb https://www.facebook.com/juliadeferias/ no instagram instagram.com/juliadeferias e no blog www.juliadeferias.com qualquer duvida, é só perguntar abs
Porto Seguro comentou 8 anos atrás
Julia que bacana! :)
Paulo Henrique Camelo comentou 6 anos atrás
Muito bom, gostei.