Eu não nasci para NÃO viajar o mundo!
Tem gente que - às vezes desde pequena - sabe que "nasceu para tal coisa". Ser mãe/pai, ser professor(a), fazer mil tipos de arte, música, medicina, trabalho humanitário... as opções aqui são mil.
Eu não descobri ainda para que eu nasci... ô tarefinha difícil essa, viu? Bom, até chegar lá, eu vou experimentando mil coisas! Fazer tudo o que me aparecer, e apetecer, no caminho. Por que não? O que tenho a perder? Só vejo ganhos.
É, ainda não descobri a que vim, mas já sei a que não vim: eu não nasci para NÃO viajar o mundo!
Tem uma frase de Picasso que resume o que quero dizer: “Apenas deixe para amanhã o que você está disposto a morrer tendo deixado de fazer”.
Se eu estou disposta a chegar no fim da minha vida e perceber que eu não viajei o mundo?? Nem um tiquinho! Na-na-ni-na-não! Ideia inconcebível esta.
Então, seguindo o conselho do tio Picasso, não vou deixar pra amanhã. Certo?
Viajar... nossa, como faz sentido!
Sério, eu não sei como tem gente que não gosta de viajar. Algumas apenas não explicitam ou priorizam isso, outras chegam a dizer, deliberadamente, que não gostam mesmo! Como, gente?
Eu só sei que para mim não existe nada que me mova mais do que viajar. Acabou virando o meu projeto de vida! Isso mesmo. De vida.
Viajar tem se provado para mim uma das melhores ferramentas de autoconhecimento e, por consequência, de elevação de frequência. E é aí que está a chave da questão: quando fazemos aquilo que amamos, que vem do coração, aumentamos a frequência de nossa vibração. E quando nossa frequência aumenta, contribuímos com a elevação da frequência das pessoas ao nosso redor.
Não parece um modo suficientemente bom de dar uma contribuição ao meio? A mim, parece. Não podemos, sozinhos, mudar o mundo; mas podemos causar pequenos focos de mudança, que somados, contagiados, levam a uma transformação maior.
Quer jeito melhor para essa mudança do que conhecer o novo, envolver-se com o outro, abraçar as diferenças, semear a tolerância, dar-se conta do tamanho infinitamente pequeno do nosso ser perante a grandeza do universo? Assim, entendemos que somos todos um. Com todas as pessoas, com todos os seres. Com todas as coisas. Com tudo. Com o todo.
Taí, acho eu nasci para descobrir a maluquice que é abrir a cabeça e se permitir dessa maneira. E talvez contribuir para elevação de frequência daqueles ao meu redor.
Ainda sobre o viajar...
Viajar vai muito além de carimbar passaporte, dar check-in em pontos turísticos, postar uma foto bonita no Instagram.
Viajar é um verdadeiro processo de libertação. Libertação da alma, sempre aprisionada na nossa bolha do dia-a-dia, na nossa zona de conforto, zona esta de tão baixa frequência.
A alta frequência está "lá fora". Sempre "lá".
Viajar é libertar-se. É viver a vida verdadeira. É sentir o seu coração pulsando no peito e o sangue correndo nas artérias. É sentir o ar entrando em seus pulmões com muita energia vital, e saindo deles com tudo o que você tem de bom para ofertar ao mundo.
É viajando que a verdadeira vida acontece.
Não é sentado na cadeira do escritório. Não é pagando contas. Não é vendo novela das oito.
Por isso tudo que eu tomei uma decisão. Pera, não foi bem uma decisão, no sentido de ser um ato completamente racional e que passou por um processo de seleção de caminhos e tal. Não, foi algo muito mais orgânico e intuitivo. Totalmente, na verdade. Digamos que o Sr. Universo tomou uma decisão, esta que se manifestou por mim: farei da minha vida uma viagem.
Ora, se o mundo é muito grande, vivemos relativamente pouco, e viajar é a coisa que mais faz sentido pra mim, qual é a conclusão óbvia? Passar a vida viajando!
Não significa que vou virar hippie e vender pulseirinha na praia. Mas sim que estarei aberta às oportunidades de m-o-v-i-m-e-n-t-a-ç-ã-o que a vida oferece. Começo e recomeço. Desapego. Leveza. Poder hoje estar no conforto da minha casinha, amanhã morando na Europa, no outro ano fazendo um retiro de meditação na Ásia, no seguinte um trabalho voluntário na África, no outro tirando um sabático na América Central... sei lá! Entende como são infinitas as possibilidades? Quero todas! Quanto mais, melhor!
Afinal, lar é onde o coração mora. E meu coração está no mundo.
E como eu ainda não descobri como se faz para viver 250 anos (eu sempre brinco com isso), eu preciso começar JÁ!
Uma frase que ouvi por aí me marcou muito: "Daqui a um ano, você desejará ter começado hoje". Voilà! Toma, na cara!
Depois que ouvi isso, comecei a me mexer, as coisas começaram a acontecer e, de repente, meu sonho começou a virar realidade. Sim, está acontecendo!
Neste exato momento, escrevo de Copenhagen, meu novo lar :) Por quanto tempo? O suficiente. O que virá depois? Não faço a menor ideia e não estou preocupada com isso. Quero viver tudo o que esse lugar e esse povo tiverem para me ensinar, aqui e agora.
Afinal, eu não nasci para NÃO viajar o mundo!
PS: Este foi o meu primeiro post no Dubbi. Deixei as ideias fluírem soltas, sem muita estruturação. Saiu do coração.
Se quiser conhecer mais das minhas aventuras, acesse meu blog: www.7cantosdomundo.com.br :)
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COMENTÁRIOS:
Rosana Oliveira comentou 8 anos atrás
Oi Laura sem bem como se sente...sempre quis rodar o mundo mas não tinha como, agora comecei... e cada dia que passa, sinto mais e mais vontade, necessidade de rodar o planeta... ja ouvi muito as pessoas dizerem que sou louca....pq vou sozinha em grupo ou sei la.... mas eu amo viajar, tambem não sei como pode existir pessoa que não goste de viajar...esses sim são loucos...rsrsrs.. valeu pelo relato, acho que muitos daqui do dubbi se sentem assim tambem...
Laura Sette (7 Cantos do Mundo) comentou 8 anos atrás
Oi, Rosana! É verdade... não tem como não querer isso o tempo todo, né? hehe Que bom que muita gente nos entende! E pra cada um que nos acha loucos, tem tantos outros que acham o máximo e sonham em fazer o mesmo :) Obrigada pela leitura e pelo comentário! Beijos
Dennis Carlotti comentou 8 anos atrás
Lindo texto, tem muito a ver com os que ja escrevi por aqui.. gostei muito, parabens Laura =)
Laura Sette (7 Cantos do Mundo) comentou 8 anos atrás
Obrigada, Dennis! :)
Analuiza Carvalho (Espiando Pelo Mundo) comentou 8 anos atrás
Olá Laura... pois é! Eu até hoje ( e olhe que já chegue nesse mundo há muitos e muitos e muitos e muitos anos) não sei o que quero ser/fazer. Continuo experimentando, provando, tentando. Acho que a única certeza que tenho na vida é essa: que não existe vida parada em um mesmo lugar, sem viajar. Minha prioridade, meu meio de renovação, de descoberta de mim mesma, de colocar meu mundo em perspectiva, de driblar a vida real e suas agruras. :) pé na estrada sempre. bjs Ana
Juliana Alexandre comentou 8 anos atrás
Ótimo primeiro texto, aguardando pelos próximos, por mais de suas experiências pelo mundo!!!